Foi há 43 anos que Albertino Boaventura Galvão encontrou no Seixal muito mais do que um lugar para viver. Aqui encontrou um porto de abrigo. Foi também aqui que constituiu família, viu crescer os seus dois filhos, celebrou o nascimento das netas e fez da vida uma história feita de afetos, proximidade e partilha.
Poeta autodidata desde os 9 anos, quando descobriu o poema “Balada da Neve”, de Augusto Gil, nunca mais deixou a palavra. Hoje soma centenas de textos e usa a poesia como ponte entre gerações, ora em lares e residências seniores, ora em infantários e outras instituições, onde leva histórias que aproximam e cuidam.
Para Albertino, escrever é também um ato de solidariedade. Colabora com a Associação Dá-me a Tua Mão e com o Centro Paroquial da Arrentela, ajuda vizinhos e dá tempo a quem precisa. Porque acredita que, por pouco que seja, é sempre muito para quem recebe.
É no casario, no rio e nas gentes do Seixal que encontra inspiração. E é também aqui que encontra a sua felicidade.
Para si, se o projeto As Vozes do Rio fosse um poema, o mote seria “Não calem as vossas vozes… pois ninguém pode parar as águas do rio.”
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